![]() LIBERDADE:O NOME QUE ECOALiberdade… palavra que o vento espalha, Símbolo etéreo, desejo imortal, Em tempos de sombra, jaz como falha, Em tempos de luz, é força vital. Nos pergaminhos, grilhões dissolvidos, Mas na lei escrita, quantos retidos? Se o cetro a molda conforme convém, Que voz tem aquele que nela não crê? Nos reinos de ferro, servos se curvam, Chamam de ordem o medo imposto, Nos lares de ouro, máscaras turvam, A falsa escolha, o sonho exposto. E quando a ideologia cega o olhar, A liberdade se faz prisioneira, Pois o outro não pode sequer respirar, Se pensa distinto da voz ordeira. Livre é quem sente e ousa pensar, Mas livre é também quem sabe escutar, Pois se a corrente é a intolerância, Quem acorrenta é quem teme mudar. Marcham os homens em luta infinita, Cada qual com sua definição, Mas liberdade que exclui e limita É só um grilhão em outra versão. Se em praça vazia a voz silenciada Calar um protesto ou simples refrão, Não há liberdade, há sombra forjada, Uma ilusão vestindo opressão. Direito é dizer, é poder contestar, É rir, discordar e seguir em paz, Mas há quem prefira impor e calar, Erguendo muros onde a ponte se faz. Liberdade… o nome que ecoa, Nas bocas famintas de uma verdade, Mas só será livre quem não destoa, Eis o dilema da humanidade. E gritam por ela em ruas ardentes, Dos muros caídos, das praças sangrentas, Liberdade, em faces dolentes, Ergue seu nome em vozes sedentas. É faca e escudo, é fogo e alívio, Depende de onde a tentam erguer, Se é luta justa ou falso motivo, Se é pra calar ou pra renascer. Liberdade não veste bandeira, Não tem partido, nem cor definida, Não cabe em jaula, nem tem trincheira, Não pede licença, apenas é vida! Liberdade é grito, é verbo em ação, É o direito de ser e dizer, Mesmo que doa, mesmo que vá, Contra a maré do que querem crer. E quando o silêncio for lei imposta, E a crítica um crime, um ato profano, Que reste no peito, na mente disposta, A luta incessante pelo ser humano. Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 07/03/2025
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