

HOLOCAUSTO ( 80 ANOS)Nas sombras frias do ontem, gritos sufocados ecoam Como espectros de um tempo sombrio, onde a humanidade sangrou. O chão ainda guarda cicatrizes Marcas que o vento não apaga Testemunho mudo da crueldade, onde o ódio ergueu sua saga. O tempo avança, incerto e veloz Mas os ecos jamais se calam Pois há olhos que fingem esquecer E bocas que distorcem a fala. O perigo rasteja sorrateiro Se refaz com novo disfarce Com promessas que seduzem até que a liberdade esgarça. O silêncio é pacto da barbárie A memória, escudo e clarão Que se erga cada voz vigilante, antes que o ciclo seja em vão. Que esta história não seja ruína mas farol em noites sombrias Alerta vivo, sangue e voz, para que nunca mais aconteça.
Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 15/05/2025
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