POETICUS ETERNUS

" Somos o que pensamos, fazemos e falamos"

Textos


NAKBA

No véu da noite profunda

Onde ecos de tempos jazem

A terra chora em silêncio

Enquanto as sombras se fazem.

O vento canta memórias

Levando cinzas ao mar

Gritos presos no infinito

Que o tempo não vai calar.

Raízes arrancadas choram

Em terra de desespero

O exílio borda caminhos

Tecidos em poeira e medo

E sobre os vales perdidos

Onde sonha o coração

Crescem flores entre ruínas

Gritando pela razão

Que os versos sejam faróis

Nas madrugadas sem nome

Cantem a dor dos errantes

E a esperança que consome

 

 

Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 20/05/2025


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