

REVOLUÇÕES COLORIDASVermelho foi o fogo em Moscou, Na Rússia o czar tombou, A foice e o martelo ao alto ergueram, Na esperança que o povo regresse.
Vermelho, de novo, em solo chinês, Onde o dragão o império desfez. Um mar de bandeiras em sangue e sol, A nova ordem, um duro anzol.
Amarelo brilhou em Manila ardente, Nas ruas a fita, o povo presente. Um ditador caiu, mas o sonho hesitou, Pois o novo poder também vacilou.
Rosa floriu na Geórgia inquieta, Um grito suave, uma rua repleta. O trono corrompido perdeu seu lugar, Mas o tempo diria se era pra amar.
Laranja incendiou a Ucrânia tensa, A fraude vencida pela crença. Mas laranja também desbotou, Quando o futuro o povo cobrou.
Verde em Teerã, o clamor da cidade, Nas praças do Irã, a mocidade Pediu eleições, pediu liberdade — E o verde esmaeceu na realidade.
Tulipas no Quirguistão desabrocharam, No vento nas estepes se espalharam. Mas a flor murchou tão breve, tão só, Na terra onde o povo continua o pó.
Veludo foi o nome em Praga branda, Um toque macio, a multidão comanda. Mas o veludo, ao toque do poder, Por vezes se rasga sem ninguém ver.
Púrpura no dedo do iraquiano, Tinta de voto, gesto humano. Mas o púrpura da urna manchou, Quando a guerra o chão queimou.
E o mundo pintou em cada nação Suas cores, seus gritos, sua revolução. Mas cor após cor, o que restou? Um arco-íris que o povo chorou.
São cores que tremulam São sonhos que iluminam A esperança por dignidade A democracia como opção!
Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 06/07/2025
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