

MUSICA: A sinfonia eterna do serDesde os primórdios da alvorada humana, Quando o fogo era reza e tambor era alma, Já pulsava o ritmo no coração do tempo: Batidas que curavam, que uniam, que acalmam.
A música — mãe das emoções sem nome, Tradução do invisível em som e melodia. Antes da fala, já éramos canto, Antes da escrita, já éramos harmonia.
Na flauta de osso ecoou o primeiro suspiro, No canto tribal, a cura dos males. E com o tempo, brotaram os estilos, Mil faces da mesma essência imortal.
Do clássico que dança com o cosmos, Ao jazz que flui como rio em liberdade, Do rock que ruge contra as grades do mundo, Ao samba que gira com graça e verdade.
Do reggae que fala de paz e justiça, Ao hip-hop que grita por dignidade, Do forró que embala os sertões em festa, Ao góspel que sobe aos céus com lealdade.
Música é remédio sem bula prescrita, É lágrima que sorri, é dor que alivia, É memória, é profecia, é ponte e refúgio, É prece que vibra em pura alquimia.
Quem nunca foi salvo por uma canção? Quem nunca dançou com sua própria dor? Quem nunca ouviu no silêncio da noite Um acorde tocar o âmago do amor?
Ela habita o útero e o leito da morte, Ela embala o sono e desperta a revolta. É ciência que toca onde a medicina falha, É arte que regenera, que reconstrói, que exalta.
Música é evolução, é pulso do eterno, É espelho do mundo, é bússola do eu. Enquanto houver som, haverá esperança — Pois onde há música, o humano renasceu.
Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 10/07/2025
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