

ESTADO PALESTINO Poema da Paz em PalestinaDas antigas colinas onde nasceram civilizações, erguem-se ainda vozes de reis e profetas, e cada pedra da terra sagrada recorda que a história é uma só, partilhada por muitos. Na Nakba, perderam-se casas, caminhos, raízes arrancadas, famílias espalhadas, mas não se perdeu o direito de sonhar com um lar onde o coração não tema o amanhã. Em Gaza, a dor grita entre ruínas, mas também a esperança teima em renascer, pois nenhum povo é eterno inimigo, nenhuma fronteira é muralha para a paz. Israel e Palestina, filhos da mesma terra, podem beber da mesma fonte, partilhar a sombra da oliveira antiga, e fazer do deserto um jardim de fraternidade. Pois coexistir não é renunciar à memória, mas transformá-la em ponte, não em abismo; é aprender que duas verdades podem habitar o mesmo céu, a mesma oração. Que as crianças cresçam sem medo, que as mães chorem apenas de alegria, e que Jerusalém seja canto, não ferida, altar comum onde todos possam viver. E quando o mundo ouvir esse cântico, os mártires descansarão em paz, porque a justiça terá abraçado o amor, e dois povos terão enfim encontrado um só futuro.
Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 23/09/2025
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