

POÉTICAImito o mundo, não o que vejo, mas o que pulsa entre as sombras. Não descrevo o gesto, revelo a essência do gesto. O verbo não copia, transfigura. O verso é minha lente, meu sopro, meu espelho. Na dor — a piedade. No medo — o espanto. Na beleza — a purificação. Caminho como quem representa a eternidade em cena, sabendo que o palco é a alma, e o público — o próprio coração. Nada é acaso: a flor morre para ensinar o perfume; o homem chora para compreender o amor. Assim escrevo, como quem busca no silêncio a voz de todas as coisas. E quando o poema termina, não há fim: há apenas o reencontro entre o humano e o divino.
Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 24/10/2025
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