POETICUS ETERNUS

" Somos o que pensamos, fazemos e falamos"

Textos


MIGRAR - CANTO À HISTÓRIA (UMA EXALTAÇÃO ÀS MIGRAÇÕES)

Olhamos para trás

Podemos perceber as migrações

Foram muitas

Através de muitos lugares

Percorro meus olhos pela magia

São inúmeras estradas

Milhares de caminhos

Para um único objetivo

Construídos para levar mercadorias

Infinitos caminhos de barro para transmitir

culturas

Montanhas que não eram barreiras

Para os infinitos poemas

Que atravessavam tradições

Migrar eu tanto fiz

Migrar eu demais co-participei

Posso lembrar as grandes migrações

Seja das hordas húnicas

Seja das hordas dos Khans

Seja das tribos célticas

Assaltando cada vila eslava

Cada aldeia gótica

Nestas aldeias poetava para a lua

Fugia para as terras altas do curdistão

Para as terras da Al-daluz

Para escrever e recitar

Longas tardes do solstício em Hippo e

Carthago

Recitava para Agostinho

Quem diria que mais tarde seria o grande

santo da cristandade

Ainda me lembro das noites frias que

recitava para Temur

Oljeytu Khan nas províncias de Khawarizm

Ele fixamente me olhando

O que passava dentro dele?

O que minhas palavras lhe passaram?

Recitava para ele viajar

Pelas florestas de Taiga

Pelos imensos campos à desvendar

Eram noites e noites de recitação

Verdadeiras viagens imaginárias Levando-o à horas de meditação

Seu olhar se perdia nos confins de minhas palavras ele me olhando

Sob o seu cavalo mongol musculoso

Migrações que me levavam aos césares

Poemas de amor declamava para os números

Augustus e Césares de Roma

Reverenciava Trajanus

Lutamos juntos na grande batalha de Tropaeum Trajani na Dácia

Ele com as armas

Eu com os versos poéticos

Eu amava as mulheres pelos poemas

Para entregar estas aos centuriões de trajanus

O que falar do eterno Dioclecianus

Habilidade não lhe faltava

Eu dividia meus poemas em estrofes

Ele dividia o imperium em partes

Distribuindo entre outros césares e augustus

Em decadência Roma se sustentava Respirando com lentidão

Eu migrando com Constantinus para a porta da Ásia

Desenhando letras para dois momentos da história

Pela adoção do cristianismo

E pela cidade mais cosmopolita do mundo -Constantinopla

Quantas migrações ocorreram

Chegamos à todos os continentes

Homo sapiens sapiens que deixa sua marca em todos os cantos

Eu que deixo minha marca através da história pelos versos

Há 9.000 que a poesia vêm da alma

Brilhando os olhos como estrelas na noite

Poemas que fizeram correr o sangue de mulheres

Tornaram o exílio o caminho mais coerente

Poemas que tornaram o amor um sentido da vida

Poemas que deixaram chefes sanguinários

reféns do amor

Que mudaram de atitudes

Foram misericordiosos

Poemas que transformaram corações duros

Em almas piedosas

Athalarico que conteve seus homens de

atacar Roma após

O poema " onde existe amor"

Migrações que levavam anos

Anos de poesia

Para acalmar os corações

Para aplacar a saudade

Palavras incompreensíveis

Mas sentida lá no fundo da alma

Saudade de seu jeito de ser

Seu jeito especial de ser

Saudade da vila que nasci

Saudade de seu último olhar

Saudade de seu gozo espetacular

Saudade da maneira de me tocar

De me sentir, de me tratar

Saudade do seu abraço

De seu sorriso, de seu beijo

Era o escolhido para distanciar a saudade

Que pairava próximo às hordas em migrações

Saudade que era uma sombra

Sombra que não desgrudava do sol e da lua cheia

Peregrinava sem se cansar

Não dormia nem se alimentava

Sombra da saudade que não se cansava

Me defendiam até mais que o os generais e comandantes

Homens que me mantinham longe das

batalhas

Belisarius que ordenava a minha defesa não o meu corpo

Mas a poesia milenar

Que afugentava inimigos

E aplacava a saudade dos lugares e mulheres

Como esquecer a tomada de Roma pelos bizantinos contra os ostrogodos

Justianus e Belisarius sentados a me ouvir

Eu recitando a "ode à Roma"

Declamando o poema épico

"Rome: vidi, veni, venci "

Migrações que estão latentes dentro de mim

Como um grande rolo de filme

Que passo e dedilho neste poema

Migro com a poesia

Migro através da história

Amor que é o catalisador

É o fermento das migrações

Migrações pelo melhor

Escrevo as migrações

Consolidando as palavras

Os impérios em crise

A divisão do poder

O ápice da alma que é no amor

Que placa a saudade

Afugenta o ódio

Alimenta o meu viver

Aproxima me à ti

Me torna brasa para te aquecer

Quando voltar à te ver

Nas intensas migrações da história!

 

 

Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 21/12/2025


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