

QUATRO ANOS DE GUERRAQUATRO ANOS DE GUERRA Quatro anos… e o vento da história continua carregando ecos de sirenes sobre Ucrânia. Quatro anos desde que a invasão rompeu o amanhecer e os mapas deixaram de ser apenas linhas para se tornarem cicatrizes. Tanques avançam onde antes havia passos de crianças, mísseis cruzam o céu como se o progresso tivesse perdido a alma. E o poder militar de Rússia fala alto com sua linguagem de aço e pólvora, enquanto o diálogo — tão necessário — parece enterrado sob escombros. Vejo cidades feridas, janelas quebradas olhando o vazio, avós segurando fotografias de um tempo que ainda respirava paz. Vejo soldados jovens que não escolheram a história mas foram empurrados para dentro dela. A tecnologia das armas tornou-se fria como algoritmos: drones que observam, mísseis que decidem destinos em segundos, máquinas que não conhecem compaixão. E me pergunto, como um poeta que atravessa o tempo: onde ficou a humanidade quando a inteligência foi usada para aperfeiçoar a destruição? Quatro anos… e o mundo assiste como quem observa uma tempestade distante, esquecendo que toda guerra é sempre próxima de alguém. Há mães esperando retornos que talvez não venham. Há ruas que aprenderam o som da queda antes do silêncio. Há uma geração inteira crescendo entre sirenes e abrigos. E o futuro, ah, o futuro… parece suspenso no ar como poeira depois da explosão. A guerra continua porque o poder fala mais alto que a escuta, porque as armas gritam mais forte que a diplomacia. Mas ainda escrevo — porque a poesia também resiste. Ela caminha entre ruínas, recolhe pedaços de esperança e sussurra ao mundo: nenhum império, nenhuma invasão, nenhuma máquina de guerra é maior que o desejo humano de voltar a viver em paz. Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 24/02/2026
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