

OS POETAS...SEMPRE ELESOs poetas... Sempre eles. Quando os impérios ruíram, Quando muralhas tombaram, Quando reis desapareceram, Os poetas ficaram. Sempre eles. Homero cantou mares e heróis E ainda hoje navegamos Por suas palavras imortais. Virgílio semeou versos Que atravessaram séculos, Como estrelas guiando viajantes. Os poetas... Sempre eles. Dante desceu aos infernos E voltou trazendo reflexões Para os labirintos da alma humana. Camões enfrentou oceanos E transformou tempestades Em literatura eterna. Shakespeare observou o coração humano E escreveu: "Ser ou não ser..." E a humanidade continua Procurando respostas Para a mesma pergunta. Os poetas... Sempre eles. Goethe viu no conhecimento Uma busca infinita. Fernando Pessoa multiplicou-se Em tantos homens Que se tornou multidão. E nos deixou um sussurro: "Tudo vale a pena Se a alma não é pequena." Os poetas... Sempre eles. Pablo Neruda fez do amor Um continente inteiro. Federico García Lorca Transformou a dor Em música e resistência. Nazim Hikmet escreveu esperança Atrás das grades. Tagore fez do Oriente Um jardim de sabedoria. Rumi transformou o amor Em ponte para o infinito. Os poetas... Sempre eles. Emily Dickinson encontrou universos Dentro do silêncio. Walt Whitman celebrou A vastidão humana. Maiakovski incendiou palavras. Anna Akhmátova Fez da resistência Uma forma de poesia. Os poetas... Sempre eles. Carlos Drummond de Andrade Encontrou uma pedra no caminho E nos ensinou que os obstáculos Também merecem ser lembrados. Cecília Meireles perguntou: "Em que espelho ficou perdida A minha face?" E continuamos procurando Nossa própria imagem. Manuel Bandeira poetizou a simplicidade. Mário Quintana descobriu Que a vida não para Para que possamos compreendê-la. Vinicius de Moraes Transformou o amor Em canção universal. Adélia Prado encontrou Deus Nas coisas simples. Ferreira Gullar escreveu: "A arte existe porque a vida não basta." E talvez tenha resumido Toda a história da poesia. Os poetas... Sempre eles. Na Grécia. Na Índia. Na China. Na Pérsia. Na África. Na Europa. Nas Américas. Mudam as línguas. Mudam os alfabetos. Mudam os séculos. Mas permanece o mesmo gesto: Uma pessoa Tentando iluminar a escuridão Com palavras. Os poetas... Sempre eles. Quando as guerras terminam, São eles que recolhem os escombros. Quando a intolerância cresce, São eles que acendem lanternas. Quando o amor floresce, São eles que registram sua existência. Quando a humanidade esquece Sua própria humanidade, São eles que recordam. Os poetas... Sempre eles. Construtores de pontes. Semeadores de reflexões. Cartógrafos da alma. Guardiões dos sonhos. Porque enquanto existir Uma única pessoa escrevendo versos, Enquanto existir Uma única pessoa lendo poesia, A civilização continuará Conversando consigo mesma. E os poetas... Sempre eles. Habitantes do efêmero. Arquitetos do eterno. Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 22/07/2026
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