

A MENTIRA ESTAMPADA!Na cara dos candidatos, a mentira sorri, vestida de promessa, de bandeira e de júri; dizem “pelo povo”, mas o povo é número, é voto, é foto, é palco, é mero número. Oitenta por cento do que juram realizar fica preso no papel, pronto para esquecer; a boca promete ponte, escola, pão e luz, mas a mão, no escuro, aprende a se enriquecer. Dá para sentir a cara de pau quando falam de ética com voz de herói; o discurso é limpo, o sorriso é branco, mas o cofre público vira cofre alheio. Como? É mágica? Ninguém explica direito: o salário é pequeno, mas o patrimônio cresce; entram servindo, saem com mansão e jatinho, e o povo paga a conta que ninguém conhece. Não é milagre, não é sorte, não é dom: é desvio com terno, é saque com discurso; se locupletam calados, em gabinetes frios, enquanto o povo espera justiça no escuro. Mas a palavra ainda é fogo, ainda é farol: denunciar não é ódio, é dever de quem vê; que a urna não perdoe a mentira repetida, e que o povo desperte — porque merece viver. Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 23/10/2026
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