

TEMPUS AMORIS ( TEMPO DE AMOR)O mar não guarda o nome das marés, apenas o desejo de voltar. Assim também o tempo, que me trouxe a ti como se traz a luz ao cais. Há um outono dentro de cada espera, folhas de nós caindo devagar, e o vento, bibliotecário das horas, arquiva em silêncio o que perdi. Mas se o amor é o que o tempo não consome, que venham os invernos, os ponteiros, as areias descendo da ampulheta: ficaremos, eternos, na maré Tempo de amor que flui através dos pensamentos Migrando pelas veias abertas de minha sensibilidade Como rios escoando ao mar Que é inundado pelo desejo E que o verão resplandece Como seu equinócio iluminado Favorecendo ainda mais a sua beleza Que estampa meus sonhos mais fervorosos! Poeticus Eternus
Enviado por Poeticus Eternus em 27/10/2026
Comentários
|